Diário de um missionário: a missão mudou a vida do Pedro
27/10/2020 06:14 em SERVIÇO DE ANIMAÇÃO MISSIONÁRIA

Por Juliana Müller

 

“Fala galera, meu nome é Pedro, tenho 18 anos, atualmente sou estudante de Agronomia da Universidade de Lavras. Sou de São José dos Campos, mas atualmente estou morando em Sorocaba. Estudei a vida inteira em colégio Salesiano, no Instituo São José em São José dos Campos. Sempre fui participativo das missas na Paróquia Sagrada Família, na qual servi como coroinha e depois como cerimoniário.”

 

Como foi o seu primeiro contato com a missão?

“A minha primeira missão foi em 2015 quando eu estava no 9° ano. Fui para essa missão graças a um convite da irmã Fabiana, que era irmã na época. Ela me convidou para fazer parte deste grupo de missão, pois eu tinha acabado de me tornar parte do Conselho da AJS do Instituto, no qual eu representava a equipe do teatro junto com outra colega. Com isso fui para missão sem saber o que era, o que tinha que ser feito. Eu sempre gostei muito de ter amizade com pessoas mais velhas e descobri que o pessoal do ensino médio também iria nessa missão. Então pra mim, que sou muito comunicativo foi muito legal porque eu consegui me conectar muito rápido com o pessoal do grupo e entender o que era uma missão de verdade. Foi nesse momento, nessa primeira missão que foi em São José dos Campos, que eu realmente tive meu primeiro encontro com Deus no qual eu escolhi buscar por conta própria, não por obrigação ou influência. Foi um momento muito especial porque eu me senti muito bem com quem eu era e com o fato de ter encontrado Deus de uma forma independente, e foi algo que me deu forças para continuar fazendo missão até hoje.”

Qual momento da missão que causou mais impacto em você? Por quê?

“Todos os momentos são muito especiais, seja na partilha, no oratório com as crianças, mas acho que em todas as minhas missões os momentos mais marcantes que eu tenho dentro de mim são os momentos de benção nas casas. Eu estive lendo o livro do Papa Francisco que diz “Deus é jovem”, e ele fala muito sobre a importância de escutarmos os mais velhos, e, muitas vezes nas bênçãos das casas, nós vamos em casas de pessoas mais idosas, que já viveram muito e tem muito a nos ensinar. Eu lembro de duas bênçãos nas casas que me marcaram muito que foi uma que eu estava numa missão, no 2° ano do ensino médio, na qual nós fomos na casa de um sertanejo que tocava viola e viajava levando sua viola pra cima e pra baixo, nisso teve um momento que ele cantou pra gente a música “Romaria” de Nossa Senhora Aparecida, foi um momento muito arrepiante. Nesse benção eu estava com uma menina que era muito insegura e lembro que ela conseguiu se soltar muito nessa visita e até choramos juntos com ele cantando e contando sua história. Também teve outra benção que eu lembro que foi muito bacana, foi esse ano inclusive, aconteceu na casa de uma senhora, na missão do GAM, na qual ela deu um testemunho de matrimônio extremamente especial, onde também choramos muito e foi um sinal de Deus muito forte pra mim naquele momento e que me marcou muito. Esse momento da benção nas casas pra mim é o que mais impacta na missão, porquê temos muito o que ouvir dessas pessoas, experiências que tem um caminho de fé muito lindo.”

Recado que você deixa para quem ainda não viveu essa experiência.

“Se tiverem a oportunidade não percam, porque é uma experiência muito bacana de você estar com pessoas que estão ali pelo mesmo objetivo que você, então você consegue criar uma relação com elas que é diferente da relação de amizade que você tem com as pessoas “do mundo real”. É engraçado porque todos os amigos que eu tenho de missão a gente que tem um algo a mais, a gente sente que tem um diferencial, que é uma relação diferente, sem contar que é uma experiência de fé muito grande e a gente amadurece muito vendo uma realidade muitas vezes diferente da que a gente vive. Aprendemos a valorizar o que a gente tem, a família que a gente tem. Traz um visão de mundo muito bacana que quando voltamos pra nossa casa, pro nosso dia a dia, o nosso olhar frente as coisas muda. Pra mim essa experiência é rica pra qualquer religião, pra qualquer idade, pra qualquer pessoa, é algo muito diferente. É algo que mudou minha vida e eu não sei quem eu seria hoje se eu não tivesse feito as missões que eu fiz. Então é isso, se você tiver experiência, se você conhece algum salesiano manda mensagem, pergunta, porque vale a pena.”

 

 

Fotos enviadas pelo missionário

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