Domingo da Ascensão do Senhor

 

Queridos irmãos e irmãs!

Caminhamos para a conclusão do tempo pascal, o qual culmina com duas celebrações muitos importantes: a Ascensão do Senhor e a comunicação do Espírito Santo – o Pentecostes, que celebraremos no domingo próximo.

O tempo pascal é, por natureza, o período no qual somos convidados pelo próprio Senhor, a reavivar os fundamentos, os sentimentos, as ações da nossa fé no encontro pessoal e comunitário com o Cristo Ressuscitado, reconhecer a sua presença e companhia na nossa vida, caminhada e experiência de fé, marcadas, neste ano, por toda a problemática que a humanidade vive do COVID-19.

A liturgia de hoje nos fala de fé, de esperança, de amor e da realização da promessa do Cristo ressuscitado que comunicará o Espírito Santo para animar e acompanhar a Igreja e todo cristão, toda cristã, na vivência da sua vocação batismal, no seguimento a Jesus Cristo e na continuidade da ação missionária, profética e evangelizadora da Igreja.  

Também temos outras duas referências importantes a fazer: hoje, celebra-se, desde o Concílio Vaticano II, o Dia Mundial das Comunicações Sociais, que nestes tempos de pandemia, particularmente, muito nos ajudaram a sintonizar com as nossas comunidades para celebrar e alimentar a nossa fé. A outra referência é o início da Semana de Oração pela unidade dos cristãos no Brasil, um dos dons e frutos da ação do Espírito Santo que, constantemente, pedimos ao Senhor, e que neste ano traz como tema: “Fomos tratados com gentileza”(At 28,2).

As leituras desta celebração eucarística nos ajudam a entender:

 

a)      Que a promessa feita por Jesus aos seus discípulos irá se cumprir – Jesus convive com seus discípulos, dá-lhes  instruções, fala-lhes sobre o Reino de Deus, confere-lhes o poder de continuar a missão iniciada por Ele, sobe aos céus e comunica-lhes o seu Espírito para assisti-los, orientá-los e acompanha-los na continuidade da realização da sua missão e serviços  na Igreja (1ª. leitura – Atos 1,1-11)

 

b)      A ação do Espirito Santo, na vida da Igreja e na vida de cada um dos batizados, ajuda a entender que é preciso, constantemente, pedir a Deus os dons do seu Espírito, o espírito de sabedoria para que possamos, verdadeiramente, conhecê-Lo, amá-Lo e testemunhá-Lo no cotidiano da vida. Que Ele abra o nosso coração à sua luz para que saibamos à qual esperança o seu nos chamado convida, que é a santidade. Cristo é a manifestação da força de Deus, no qual o próprio Deus pôs tudo aos seus pés. Portanto, para nós, a fé é um dom de Deus que tem em Jesus Cristo ressuscitado o seu rosto, o seu fundamento e a sua máxima expressão. (2ª. leitura – Efésios 1, 17-23)

 

c)      A Galileia, no Evangelho de Mateus, é o lugar no qual se faz a experiência do chamado, do encontro com o Senhor, do discernimento, do sentir-se amado, escolhido e da decisão pelo seguimento a Jesus Cristo, de ficar com Ele para sempre e de participar da sua comunidade de discípulos missionários.  É o lugar do envio missionário dos discípulos de Jesus para que sejam testemunhas fiéis e continuadoras da missão iniciada por Ele, que é a de construir a família dos seus filhos e filhas, na qual tenha lugar para todos. Para isso, recebemos a promessa de que Ele estará conosco todos os dias, até o fim do mundo, para nos animar, nos encorajar e nos fortalecer na nossa caminhada pessoal e comunitária da fé. 

 

 

Que o Cristo Ressuscitado nos abençoe e o seu Espírito nos encoraje na vivência da nossa fé e na construção do Reino de Deus, que também conta com a nossa participação e compromisso de vida. Amém. 

 

Padre Roque Sibioni é Salesiano de Dom Bosco, atualmente atua como Vice Inspetor da Inspetoria Salesiana Nossa Senhora Auxiliadora, no estado de São Paulo, e é também Delegado para a Pastoral Juvenil da mesma inspetoria.

 

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